fio de prumo

Março 07 2012

 

Os portugueses adoram "estórias" de quezílias, muito em particular se elas forem vividas por políticos. Então, em tempo de crise e com os ânimos acesos, melhor ainda.

Vem isto a propósito das pastas das Finanças e da Economia. Desde o início das suas nomeações que Vítor da primeira e Álvaro da segunda, estiveram na berlinda. Sobretudo, porque não são políticos. São, essencialmente, técnicos nas respectivas áreas. A um, criticava-se vir do Canadá. A outro, vir de Bruxelas.
De facto, no momento de crise que vivemos, eu prefiro quem saiba da "poda" a quem saiba dos jogos palacianos partidários.
Só que nem Alvaro Santos Pereira é um ministro da economia, nem Vitor Gaspar é um ministro das finanças. O primeiro tem áreas a mais, para se poder dedicar ao essencial, que é um programa de desenvolvimento. O segundo tem o poder de um vice PM, porque comanda todos os ministérios.
Pelo que conheço de ambos, a coisa vai manter-se em banho maria, porque a saída de Santos Pereira, muito possivelmente, iria fazer desaparecer o seu ministério. O que acarretaria custos diversos e não pequenos.
Por tudo isto, o melhor é que nos concentremos no que deve ser feito e não na telenovela do QREN. Quer um quer outro estão lá para fazer o seu melhor e não para alimentar tablóides.
Como diria Cavaco Silva "deixem-nos (a eles)trabalhar". Parece-me bem!
HSC
publicado por Helena Sacadura Cabral às 15:59

Março 06 2012

 

Com uma fortuna de 68,5 mil milhões, Carlos Slim, o conhecido magnata mexicano das telecomunicações, surge à frente de Bill Gates, co-fundador da Microsoft e Warren Buffett, president da Berkshire Hathaway, de acordo com um novo índice diário da Bloomberg dedicado aos vinte mais ricos.

Slim, de 72 anos, supera as fortunas de Bill Gates e Warren Buffett, que ocupam o segundo e terceiro lugar, respectivamente, entre os mais ricos do planeta.

O índice vai acompanhar a evolução diária das maiores fortunas do mundo. e o novo ‘ranking' fará também a actualização da performance das maiores fortunas desde o início do ano.

De acordo com os valores de fecho de sexta-feira, o co-fundador da Microsoft surge com uma fortuna avaliada em 62,4 mil milhões de dólares. Em 2012, Warren Buffett, o presidente da Berkshire Hathaway, aparece neste primeiro ‘ranking' da Bloomberg, com uma fortuna de 43,8 mil milhões de dólares.

Em quarto figura o sueco Ingvar Kamprad, fundador do Ikea, com uma fortuna de 42,5 mil milhões de dólares. E, a fechar o ‘top 5' surge o presidente da fabricante de luxo LVHM, Bernard Arnaut, com 42,3 mil milhões de dólares.

Apenas duas mulheres figuram neste ranking. Tata-se da francesa Liliane Bettencourt, a herdeira do universo L'Oreal, e da australiana Gina Rinehart, a herdeira das minas Hancock.

E nós? Nós, nem menção?! Claro que não. É só para os vinte mais ricos...

HSC

publicado por Helena Sacadura Cabral às 20:08

Março 05 2012

 


"Dilma chora ao pedir desculpa a ministro que demitiu duas vezes"

Trata-se de Luis Sérgio, que começou no governo Rousseff, no Ministério das Relações Institucionais, de onde quase sem aviso foi retirado, no ano passado, sendo substituído pela senadora Ideli Salvatt, amiga de Lula, como prémio de consolação por não ter conseguido ser eleita para o Senado.
O afastado, também à laia de prémio de consolação, foi colocado no Ministério das Pescas, que não tem grande importância no cenário político brasileiro e onde ficaria apenas alguns meses, para ser de novo demitido, para acomodar no governo Marcelo Crivela, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho do líder máximo da seita, Edir Macedo. Consta que terá sido colocado no seu lugar para tentar conter a irritação dos evangélicos contra vários ministros do governo de Dilma que se haviam manifestado favoráveis ao aborto e ao casamento homossexual. Mas agora, o ex-ministro foi apanhado mesmo de surpresa pela demissão, já que se encontrava de férias.
Dilma, ao presidir à cerimónia da tomada de posse de Crivela, pediu desculpa ao amigo, militante de muitos anos do Partido dos Trabalhadores, e não conteve as lágrimas nem conseguiu evitar a voz embargada ao falar sobre o aliado que demitiu duas vezes.
Convenhamos que com amigos destes é melhor ter inimigos. Mesmo que não chorem...
HSC
publicado por Helena Sacadura Cabral às 15:26

Março 05 2012

 

 

Ultimamente tenho passado, por razões de natureza profissional e até familiares, um período agitado. Há alturas em que quando cai uma telha, parece que o telhado se desfaz. Dois livros para sair - um dentro de três meses e outro no fim do ano -, acabaram por se juntar a incidentes de saúde da minha cunhada mais velha e inclusive meus que, por norma, estico a corda julgando que tenho vinte anos...

Mas hoje deixei-me de fantasias laborais, deixei as biografias na paz do Senhor e enfiei-me no cinema, não sem antes me ter atirado a um belo cozido à portuguesa que ainda está "a falar" comigo.Paciência, o tempo das elegâncias já passou - nunca fui dada a sacrifícios gastronómicos em prole da estética e sempre fui um bom garfo - e, pelo menos, tenho uma pele de seda e poucas rugas...

Tudo isto para dizer que fui ver o Scorsese e o seu Hugo. É um belo filme. Mas eu tive o azar de o ver numa sala pejada de adolescentes mal educados, que fizeram um barulho insuportável, perante a indiferença de quem deveria tomar conta da sala de espectáculos. Mas isso, claro, seria próprio de um tempo em que havia autoridade e respeito por quem quer ver um filme em sossego e pagou por isso. A democracia entre nós é o domínio das minorias. Como conceito é bastante original.

 

À saída reclamei na bilheteira e o rapaz - pouco mais do que adolescente, ele também -, disse-me que a sua obrigação era apenas abrir e fechar as salas...Portanto tudo o que se passe dentro das mesmas, inclusive violência, não lhe diz respeito. Não sei, então a quem competirá!

O filme a 3D - que não aprecio -, não é para crianças, embora possa ser vista por elas. Trata-se de uma história bem contada, mas não é uma obra prima, embora tenha dominado, na corrida aos Oscares, as categorias técnicas da melhor fotografia, melhor direcção artística, melhor sonoplastia, melhores efeitos visuais e melhores efeitos sonoros.

Gostei, ma non tropo. É que de Martin Scorsese já vi, sem dúvida, melhor.

 

HSC

publicado por Helena Sacadura Cabral às 15:22

Março 01 2012

 

Leio e oiço na televisão que, na Mouraria, poderá em 2013 ser aberto um bordel, ao abrigo de um acordo entre a Obra Social das Irmãs Oblatas e o GAT, inserido no Programa de Reestruturação Comunitária da Mouraria, o PDCM, da autarquia de Lisboa.

De acordo com Luís Mendão, Presidente do GAT " a casa onde será exercido o negócio do sexo é um meio para sair da prostituição".

A casa terá luz verde se "as mulheres se prostituirem de forma transitória, até encontrarem trabalho sem serem exploradas", o que permite ultrapassar a barreira legal que proíbe os bordéis, devido à práctica de lenocínio.

Confesso que tenho alguma dificuldade em perceber como é que, com o desemprego ao nível a que está, este instrumento seja uma solução. Depois, na Mouraria como no resto do país, não são só as mulheres que se prostituem. São também os homens. Finalmente, não acredito que o "exercício temporário" seja a melhor forma de evitar o "exercício permanente" de qualquer actividade.

 

HSC

publicado por Helena Sacadura Cabral às 14:58

Fevereiro 29 2012

 

"O Secretário de Estado da Cultura admitiu ontem em entrevista à TVI-24, vir a alterar, até 2015, algumas regras do novo Acordo Ortográfico, que já está em vigor nos organismos do Estado desde Janeiro deste ano.

Manifestando o seu desacordo com algumas normas, Francisco José Viegas lembrou que "do ponto de vista teórico, a ortografia é uma coisa artificial. Portanto, podemos mudá-la. Até 2015 podemos corrigi-la, temos essa possibilidade e vamos usá-la. Nós temos que aperfeiçoar o que há para aperfeiçoar. Temos três anos para o fazer".

Para aqueles que, como eu, são contra a assinatura deste Acordo, é preferível repensar, ouvir e depois decidir, a cumprir algo que está a gerar entre os portugueses enorme polémica. Os argumentos economicistas não podem ser, nesta matéria, o factor preponderante.

Já chega de perdas identitárias!

HSC

publicado por Helena Sacadura Cabral às 20:36

Fevereiro 29 2012

 

 

 "Um bom divórcio é melhor do que um mau casamento", diz o ditado popular. É, de facto, verdade e aplica-se inteiramente ao caso grego.

Com efeito, por muitos erros que os governantes helénicos tenham cometido - e cometeram-nos -, o achincalhamento a que o seu povo está a ser submetido com as decisões do duo Merkosyl e a sugestão de Jean Claude Juncker, Presidente do Eurogrupo, para a nomeação de um Comissário Europeu para Atenas, são inadmissíveis.

Oxalá nenhum outro país integrante deste belo conceito de Europa Unida - porque foi só um conceito e jamais foi uma realidade -, se veja em semelhante contingência.

Tudo isto acaba por exemplificar bem aquilo que sempre temi, ou seja, as razões do meu antigo e profundo cepticismo relativamente à ideia de uma união europeia.

HSC

publicado por Helena Sacadura Cabral às 20:32

Fevereiro 28 2012

 

A agência de notação Standard & Poor’s (S&P) retirou à Grécia a classificação de CC, baixando a nota da dívida do país para o nível SD, que é considerado um “incumprimento selectivo”. Esta revisão em baixa, anunciada ontem tem a ver com as implicações do acordo negociado entre o Governo grego e os credores privados para um perdão parcial da dívida helénica.



As implicações, entende a S&P, não se limitam aos credores que aceitaram abater parte da dívida soberana grega. 

Em causa estão também as chamadas Cláusulas de Acção Colectiva, cujos termos sofrerem uma alteração, com efeitos retroactivos, após o acordo firmado na semana passada pela zona euro.

Do ponto de vista da agência, este processo é visto como uma reestruturação, já que os credores aceitam perder 53,5% do valor nominal dos títulos de dívida, a trocar por outros com juros de 2% até 2014, 3% entre 2015 e 2020 e 4,3% para o prazo limite de 30 anos.



Para a agência o envolvimento do sector privado na redução da dívida grega implica não só uma quebra do montante da dívida, mas também uma extensão das maturidades dos pagamentos dos empréstimos, um cupão mais baixo ou a alteração de outras características que afectam o serviço da mesma.



O segundo empréstimo de 130 mil milhões de euros da zona euro só será libertado em tranches e desde que a Grécia cumpra as novas medidas de austeridade e as reformas económicas acordadas com Bruxelas.

Com efeito, sempre que há, na Europa, uma decisão favorável à ajuda a um país em dificuldade, aparece imediatamente uma agência norte americana ou euro americana, a enterrar qualquer medida favorável ao euro e à coesão europeia, cortando a notação dada ao país apoiado, como acontece agora com a Grécia. É de tal modo uma situação recorrente, que mais parece uma oportuna estratégia de destruição do projeto europeu, afectando o elo mais importante desse projecto, que é a confiança na moeda comum.

 

HSC

publicado por Helena Sacadura Cabral às 18:22

Fevereiro 23 2012
"Não tenho vocação de polícia, mas as infelicidades estão a ser muito exploradas por gente ligada ao Governo", referiu Manuel Alegre, sublinhando que recusa aderir ao "desporto de tiro ao Cavaco".
O ex-candidato referia-se, é evidente, não só às declarações de Cavaco sobre as suas reformas, como ao ainda recente cancelamento de uma sua visita a uma escola onde decorria uma manifestação.

E, apesar de considerar que terão sido, de facto, declarações pouco felizes, entendeu afirmar que não se devia rebaixar o Presidente da República porque isso só coloca mal o país.Estou à vontade para dizer isto porque o defrontei", acrescentou.

O ex-candidato a Belém afirmou ainda que aquelas críticas não são apenas oriundas da esquerda. A direita também começou a fazê-las, a partir do momento em que Cavaco Silva surgiu publicamente a abordar assuntos "de sensibilidade social".

Para mim, o mais surpreendente é que, já antes, Marcelo Rebelo de Sousa tenha dito o mesmo, o que se percebe num futuro candidato que sabe que Durão Barroso se prepara para também o ser. Mas não serão demasiados “desinteressados” a dizer o mesmo?!

Hum! Cheira-me a gato escondido com o rabo de fora...

 

HSC

publicado por Helena Sacadura Cabral às 17:17

Fevereiro 21 2012

 

 

Hoje o Diário de Notícias traz, em primeira página, algo que eu já há bastante tempo suspeitava. Isto é, que no sector das empresas públicas de transportes, haveria benefícios que não seriam muito conhecidos. O que se segue, transcrição do essencial da notícia, é a prova disso.

"Carris, Metropolitano de Lisboa e STCP atribuem complementos de reforma para permitir que os ex-funcionários ganhem o mesmo que na sua última remuneração. Só a Carris paga estes complementos a mais de4750 antigos trabalhadores.

Baixas pagas, remédios à borla, complementos de reforma, 30 dias de férias. Estas são algumas das regalias e benefícios ainda em vigor nos acordos de empresa no sector dos transportes.

O Governo, através da tutela, fez um levantamento destas e de outras situações, tendo chegado a conclusões como a existência de trabalhadores de baixa que recebem como se estivessem ao serviço, assistência medicamentosa paga por inteiro ou viagens gratuitas para os funcionários da CP, incluindo reformados e familiares.

Só na Refer o custo com estas viagens ascende a quatro milhões de euros/ano. Está tudo num documento interno divulgado no dia em que os maquinistas da CP voltam a entrar em greve e em que os trabalhadores do metro de Lisboa param, alegando incumprimento do acordo de empresa no que respeita às horas extraordinárias.

Só que o hábito é falar da banca, em particular o Banco de Portugal... e esquecer que são aquelas empresas, com aqueles benefícios e mais alguns outros que ali não estão discriminados que, ao entrarem em greve, paralisam todo o país!

Claro que houve responsáveis por este tipo de acontecimentos. Mas, sabe-se lá porquê, ninguém fala do assunto. Memória curta, ou conveniência do momento?!

 

HSC

 

publicado por Helena Sacadura Cabral às 20:01

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